A Justiça e a Misericórdia de Deus se entrelaçam na evolução das leis, desde os Dez Mandamentos até a terceira revelação.
A compreensão de que Deus é soberanamente justo e bom transforma nossa percepção sobre o sofrimento e o destino. Longe de ser um tribunal de punição, a vida é uma escola de aprimoramento onde a justiça e a misericórdia se fundem em um único propósito: a nossa felicidade real.
A Lei de Causa e Efeito: O Relógio da Justiça
Diferente do que muitos acreditam, a justiça de Deus não espera o "fim dos tempos" para se manifestar. Ela opera agora, através da Causa e Efeito. Esta lei natural garante que cada ação gere uma reação equivalente, funcionando como um mecanismo de equilíbrio universal.
A Semeadura é Livre, a Colheita é Obrigatória.
Este princípio nos retira do papel de vítimas do destino e nos coloca como protagonistas da nossa história. Se a Justiça Divina nos devolve o fruto do que plantamos, a misericórdia está no fato de que sempre podemos escolher novas sementes hoje para colher um futuro diferente amanhã.
A Reencarnação como Prova de Misericórdia.
Se tivéssemos apenas uma existência para atingir a perfeição, a justiça seria impossível, dado que partimos de pontos tão diferentes. É aqui que a Reencarnação brilha como a maior expressão da misericórdia de Deus.
Oportunidade de Reparação: O erro cometido no passado não é uma sentença de morte espiritual, mas um débito que pode ser quitado através do trabalho e do amor em uma nova vida.
Educação Progressiva: Deus não nos “joga” no erro; Ele nos permite vivenciar as consequências de nossas escolhas para que o aprendizado seja profundo e definitivo.
O Esquecimento Temporário: A misericórdia também se manifesta no véu do esquecimento, que nos permite recomeçar sem o peso esmagador da culpa de vidas passadas, focando apenas no que precisamos melhorar agora.
Justiça e Misericórdia, na Prática: A Reforma Íntima
Como podemos aplicar esses conceitos no cotidiano? O ponto de encontro entre a lei e a verdade é o que chamamos de reforma íntima.
1. O Autoperdão e a Responsabilidade
Compreender a misericórdia divina nos ensina a nos perdoarmos. Se Deus nos dá novas chances, por que seríamos nós nossos próprios carrascos? No entanto, o perdão real exige responsabilidade: não basta sentir culpa, é preciso reparar o dano causado.
2. A Caridade como Equilibradora
A Doutrina Espírita ensina que "fora da caridade não há salvação". Isso ocorre porque o amor em ação tem o poder de atenuar as dívidas do passado. A prática do bem acelera nossa evolução, transformando o resgate doloroso em um aprendizado pelo amor.
3. Olhar o Próximo com os Olhos de Jesus.
Ao entender que cada pessoa está em um estágio diferente da Evolução do Espírito, passamos a exercer a misericórdia com as falhas alheias. Deixamos de julgar para tentar auxiliar, compreendendo que o "Deus de Moisés" ainda habita o íntimo de muitos, mas que o "Pai de Jesus" é o destino de todos.
"A justiça sem misericórdia é crueldade; a misericórdia sem justiça é fraqueza." — Esta máxima nos lembra que Deus, em Sua perfeição, equilibra ambos para que ninguém se perca.
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