Santos e Anjos na Visão Espírita

 Uma Compreensão à Luz da Evolução do Espírito.




Entenda quem são os santos e os anjos na visão espírita, segundo Allan Kardec, e descubra como o Espiritismo explica sua origem e missão.

Ao longo da história religiosa da humanidade, as figuras dos santos e dos anjos sempre despertaram admiração, respeito e, muitas vezes, devoção. No entanto, a Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, oferece uma interpretação mais racional, profunda e libertadora sobre esses seres, afastando-se de concepções místicas ou sobrenaturais e aproximando-se das leis universais de evolução espiritual.

Neste artigo, vamos compreender quem são os santos e os anjos segundo o Espiritismo, qual a sua origem, missão e, sobretudo, o que eles representam para o futuro da humanidade.


A base da visão espírita sobre os Espíritos

O Espiritismo ensina que todos os Espíritos são criados simples e ignorantes, sem privilégios ou predestinação ao bem ou ao mal. A evolução ocorre ao longo de inúmeras existências, por meio da experiência, do aprendizado, do esforço pessoal e da vivência das leis divinas.

Assim, as diferenças entre os Espíritos não são de criação, mas de grau evolutivo. É a partir desse princípio que o Espiritismo explica a existência dos santos e dos anjos.


Quem são os santos na visão espírita?

Na concepção espírita, os santos não são seres especiais escolhidos por Deus, nem pessoas que nasceram perfeitas. Eles são Espíritos humanos altamente evoluídos, que alcançaram elevado grau de moralidade e amor ao próximo após longas jornadas reencarnadoras.

Foram homens e mulheres que:

  • Vivenciaram desafios, dores e limitações humanas

  • Cometeram erros, aprenderam com eles e se transformaram

  • Desenvolveram virtudes como humildade, caridade, perdão e renúncia

Muitos santos reconhecidos pelo cristianismo tradicional, como Francisco de Assis, Teresa de Ávila, Vicente de Paulo, entre outros, são vistos pelo Espiritismo como Espíritos superiores, exemplos vivos da prática do Evangelho.

É importante destacar que, para o Espiritismo, a canonização é um ato humano, institucional, que não define a real condição espiritual do Espírito. A verdadeira elevação é determinada exclusivamente pelas leis divinas, justas e imutáveis.


Anjos segundo o Espiritismo

O Espiritismo também rejeita a ideia de que os anjos sejam seres criados à parte da humanidade. Para Allan Kardec, os anjos são Espíritos puros, que já alcançaram o mais alto grau de perfeição moral e intelectual possível ao Espírito.

Eles:

  • Já superaram completamente o egoísmo e o orgulho

  • Vivem em plena harmonia com as leis de Deus

  • Atuam como mensageiros, instrutores e servidores do bem

Esses Espíritos elevados não estão afastados da humanidade. Pelo contrário, participam ativamente da evolução dos mundos e dos homens, auxiliando, inspirando e protegendo.


O anjo da guarda e os Espíritos protetores

Dentro dessa compreensão, surge a figura do anjo da guarda, que o Espiritismo denomina Espírito protetor. Trata-se de um Espírito mais adiantado que se vincula a nós por afinidade e missão, acompanhando-nos ao longo da vida.

Sua atuação ocorre de forma sutil:

  • Inspirando boas ideias

  • Advertindo a consciência

  • Amparando nos momentos difíceis

Entretanto, o Espírito protetor não interfere no livre-arbítrio. Cabe a cada indivíduo escolher ouvir ou não essas inspirações.


Santos, anjos e humanidade: qual a diferença?

A grande revelação da Doutrina Espírita é que não existe separação de natureza entre os Espíritos, apenas diferença de progresso.

Santos e anjos:

  • Não são seres inalcançáveis

  • Não são objetos de adoração

  • Representam o destino evolutivo de todos nós

Todos os Espíritos estão destinados à perfeição, conforme ensina o Espiritismo. Aqueles que hoje admiramos como anjos e santos são apenas nossos irmãos mais adiantados na caminhada.


Uma visão que liberta e responsabiliza

Ao retirar o caráter milagroso e privilegiado dessas figuras, o Espiritismo:

  • Valoriza o esforço pessoal

  • Reforça a justiça divina

  • Incentiva a reforma íntima

A santidade e a angelitude deixam de ser promessas distantes e passam a ser conquistas possíveis, alcançadas pelo amor, pela caridade, pela humildade e pela vivência sincera do Evangelho.


Conclusão

Na visão espírita, santos e anjos são Espíritos humanos altamente evoluídos, frutos do trabalho contínuo no bem e da fidelidade às leis divinas. Eles não estão acima da humanidade, mas à frente, mostrando o caminho que todos estamos destinados a percorrer.

O Espiritismo nos convida não a adorá-los, mas a imitá-los, compreendendo que cada passo no amor e na caridade nos aproxima da verdadeira elevação espiritual.


O Espiritismo nos ensina que a vida não termina com a morte do corpo físico. Para entender essa jornada espiritual de forma completa, leia o guia definitivo sobre a vida do Espírito antes, durante e após a morte.


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