Como surgem os Espíritos


                                                  Como surgem os Espíritos


Entenda Como surgem os Espíritos segundo o Espiritismo: criação divina, reencarnação, vida em outros mundos e os laços espirituais entre famílias, e inimigos.


1. Criação Divina

Os Espíritos são criaturas de Deus, assim como tudo no Universo.
Eles são criados simples e ignorantes, isto é:

  • Sem conhecimento do bem e do mal;

  • Sem virtudes desenvolvidas;

  • Sem maldade inata.

📖 “Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, mas com igual aptidão para progredir.”
(O Livro dos Espíritos, questão 115)

 



2. Não existem Espíritos bons ou maus desde a criação

Nenhum Espírito é criado perfeito ou condenado ao erro.
As diferenças entre eles surgem ao longo do tempo, conforme:

  • As experiências vividas;

  • As escolhas feitas;

  • O esforço próprio no caminho do progresso.

Assim, o Espírito constrói a si mesmo.




3. O princípio espiritual

O Espírito tem início como um princípio inteligente, que passa por um longo processo evolutivo:

  • Estágio inicial rudimentar;

  • Desenvolvimento da consciência;

  • Aquisição da razão;

  • Despertar do livre-arbítrio.

Esse processo ocorre antes mesmo da fase humana, em estágios inferiores da criação.




4. A evolução pela reencarnação

Para evoluir, o Espírito:

  • Encarnada sucessivas vezes em mundos materiais;

  • Aprende através das provas e expiações;

  • Desenvolve virtudes como amor, humildade e justiça.

A reencarnação é o mecanismo divino da evolução espiritual.




5. Destino final do Espírito

O objetivo de todos os Espíritos é a perfeição relativa, isto é:

  • Harmonia com as Leis Divinas;

  • Plena consciência moral;

  • Felicidade baseada no bem praticado.

Nenhum Espírito está condenado eternamente.
Todos, sem exceção, chegarão à perfeição.



 

Em resumo

  • Os Espíritos são criados por Deus;

  • Surgem simples e ignorantes;

  • Evoluem pelo livre-arbítrio e pelas reencarnações;

  • Não há criação desigual ou privilégios;

  • O progresso é lei universal e inevitável.


 Onde há vida, há Espírito?

Nem toda forma de vida possui um Espírito humano ou espiritualizado.
O que existe é uma escala dos seres vivos, com princípios diferentes atuando em cada reino.



 

1. Plantas: há vida, mas não há Espírito

No reino vegetal:

  • Existe vida orgânica;

  • Há crescimento, reprodução e sensibilidade física limitada;

  • Não existe Espírito nem princípio inteligente individualizado.

As plantas são animadas apenas pelo princípio vital, uma força que mantém o organismo funcionando.

 “As plantas não pensam; não têm consciência; vivem apenas da vida orgânica.”
(O Livro dos Espíritos, questões 71 e 72)

Portanto:
Vida vegetal ≠ Espírito




 2. Animais: existe o princípio inteligente, mas não o Espírito humano

Nos animais:

  • Há vida orgânica;

  • Existe princípio inteligente individualizado;

  • Existe consciência rudimentar;

  • Há instinto, memória e emoções simples.

Porém:

  • O animal não possui Espírito humano;

  • Seu princípio inteligente não tem livre-arbítrio moral pleno;

  • Não há responsabilidade moral como no ser humano.

Esse princípio inteligente está em evolução e prepara-se para estágios superiores.

 “O princípio inteligente se elabora nos reinos inferiores da criação.”
(O Livro dos Espíritos, questão 607)

 


 

3. O ser humano: Espírito plenamente individualizado

No homem:

  • O princípio inteligente atinge o estado de Espírito;

  • Surge a razão, a consciência moral e o livre-arbítrio;

  • O Espírito torna-se responsável por seus atos;

  • Inicia-se a fase das provas morais.

Aqui nasce o Espírito humano, destinado à evolução consciente.




 4. O princípio vital × princípio inteligente × Espírito

Para clarear, observe esta distinção fundamental:

ConceitoOnde atuaFunção
Princípio VitalPlantas, animais e humanosMantém a vida orgânica
Princípio InteligenteAnimais e humanosPermite percepção, instinto e pensamento inicial
EspíritoApenas no ser humanoConsciência moral, razão e livre-arbítrio

 

5. O que acontece após a morte dos animais?

Segundo o Espiritismo:

  • O princípio inteligente do animal não se torna Espírito humano imediatamente;

  • Ele retorna ao plano espiritual em estado correspondente à sua evolução;

  • Continua seu progresso em formas compatíveis com sua natureza;

  • Não há retrocesso, apenas avanço gradual.



 

Conclusão espírita

  • Onde há vida, existe princípio vital;

  • Onde há instinto e percepção, existe princípio inteligente;

  • Onde há consciência moral e razão, existe Espírito.

A criação é uma escada contínua, sem saltos bruscos, onde tudo progride sob as Leis Divinas.


Como ocorre a passagem do princípio inteligente para Espírito

(visão espírita)



 

1. O princípio inteligente em evolução

Segundo o Espiritismo, Deus cria o princípio inteligente simples, sem consciência moral, e o coloca em um processo evolutivo gradual, que se desenvolve ao longo de eras.

Esse princípio:

  • Começa em estados extremamente simples;

  • Aprende pela experiência;

  • Desenvolve percepção, memória e instinto;

  • Não possui ainda razão plena nem senso moral.

 “O princípio inteligente se elabora e se individualiza pouco a pouco.”
(O Livro dos Espíritos, q. 607)

 



 2. A elaboração nos reinos inferiores

Antes de atingir a condição de Espírito humano, o princípio inteligente:

  • Passa por formas de vida inferiores;

  • Habita organismos compatíveis com seu grau de evolução;

  • Aprende a agir no mundo material;

  • Desenvolve automatismos psíquicos e emocionais.

Importante:

O Espiritismo não afirma que um animal específico “vira” um humano específico.
Trata-se de um processo coletivo e progressivo, sem saltos individuais diretos.



 

3. O momento da transição: um “nascimento espiritual”

A passagem do princípio inteligente para Espírito não ocorre dentro do corpo humano, mas antes da encarnação humana.

Nesse ponto:

  • O princípio inteligente atinge o limiar da razão;

  • Torna-se consciente de si mesmo;

  • Adquire responsabilidade moral;

  • Recebe o livre-arbítrio.

Esse instante marca o surgimento do Espírito propriamente dito.

 “Chegado ao grau de desenvolvimento que comporta a condição humana, o princípio inteligente se transforma em Espírito.”
(Síntese doutrinária de Kardec)

 


 

4. Não há retrocesso nem confusão de espécies

Um ponto essencial da Doutrina Espírita:

  • O princípio inteligente nunca regride;

  • Não há retorno do Espírito humano ao estado animal;

  • Cada reino tem sua função pedagógica.

O progresso é sempre ascendente.




 5. O esquecimento do passado animal

Quando o princípio inteligente se torna Espírito:

  • As experiências anteriores ficam adormecidas;

  • Não há memória consciente da fase animal;

  • Apenas permanecem potenciais adquiridos, como:

    • Instintos transformados em tendências;

    • Automatismos que servirão de base à razão.

Isso explica por que o ser humano nasce sem lembranças, mas com aptidões naturais.



 

6. Primeiras encarnações humanas

Nos primeiros estágios humanos, o Espírito:

  • Possui razão incipiente;

  • É mais guiado pelo instinto do que pela reflexão;

  • Aprende as leis morais gradualmente;

  • Começa a distinguir o bem do mal.

É o início da responsabilidade espiritual.




 7. O papel do perispírito na transição

Durante essa passagem:

  • O perispírito se torna mais complexo;

  • Adquire maior capacidade de fixar experiências;

  • Serve como elo entre o Espírito e o corpo físico.

O perispírito é o arquivo vivo da evolução.




 Em síntese doutrinária

  • Deus cria o princípio inteligente;

  • Ele evolui nos reinos inferiores;

  • Desenvolve consciência e individualidade;

  • Ao atingir a razão e o livre-arbítrio, torna-se Espírito;

  • Inicia a jornada humana de progresso moral.

Tudo ocorre sem saltos, sem injustiça e sob leis perfeitas.


 Um animal pode vir a ser humano?

(Visão espírita, sem mitos)

Resposta direta:

Sim, o princípio inteligente que hoje anima os animais está destinado, no futuro, a alcançar a condição humana.
Mas não da forma simplista de que “este cachorro será um homem”.



 

1. O que evolui não é o animal, mas o princípio inteligente

No Espiritismo, é fundamental separar:

  •  O corpo do animal → perece e não evolui

  •  O princípio inteligente → é imortal e progride

O animal não se transforma em humano.
O que evolui é o princípio inteligente que passa por estágios sucessivos da criação.

 “O princípio inteligente passa por uma série de transformações até atingir o estado de Espírito.”
(O Livro dos Espíritos, q. 607)

 



 2. Não há salto individual direto

A Doutrina Espírita não ensina que:

  • Um animal específico desencarna

  • E logo reencarna como ser humano

 Isso é simplificação popular, não doutrina.

✔ O processo é:

  • Lento

  • Coletivo

  • Gradual

  • Sem identidade pessoal entre animal e humano




 3. O que acontece após a morte de um animal?

Quando um animal morre:

  • Seu princípio inteligente sobrevive;

  • Retorna ao plano espiritual em estado correspondente;

  • Permanece sob tutela de Espíritos superiores;

  • Continua seu aprendizado em novas experiências animais;

  • Não possui consciência moral nem escolha reencarnatória.

Ele não escolhe, não planeja, não responde moralmente.



 

4. Quando surge o Espírito humano?

O Espírito humano surge quando o princípio inteligente:

  • Atinge o limiar da razão

  • Desenvolve consciência de si

  • Passa a distinguir o bem e o mal

  • Recebe livre-arbítrio moral

 Esse momento ocorre antes da primeira encarnação humana, não dentro dela.

A partir daí:

  • Ele deixa o reino animal

  • Nunca mais retorna a ele

  • Inicia a fase das provas morais



 

5. O Espírito humano nunca regride

Ponto absolutamente claro no Espiritismo:

  •  Um Espírito humano não volta a ser animal

  •  Não há reencarnação regressiva

  • ✔ O progresso é sempre ascendente

“O Espírito não retrograda.”
(O Livro dos Espíritos, q. 118)

 


 

6. Por que os animais parecem ter sentimentos “humanos”?

Porque:

  • O princípio inteligente já desenvolveu afetividade

  • Há memória instintiva

  • Existe apego, dor e prazer

  • Mas não há consciência moral

Eles sentem, mas não refletem eticamente.

Isso explica:

  • Fidelidade

  • Tristeza

  • Alegria

  • Apego ao tutor

Sem que isso signifique Espírito humano.



 

7. Então qual é o destino dos animais?

Evoluir
✔ Progredir
✔ Avançar rumo à consciência
✔ Preparar-se, ao longo de eras, para a fase humana

Nada se perde na Criação.



 

Síntese final

  • O animal não vira humano

  • O princípio inteligente que o anima evolui

  • Essa evolução é gradual, longa e justa

  • Ao atingir a razão e o livre-arbítrio, ele se torna Espírito

  • O Espírito humano nunca retorna ao reino animal

A Criação Divina é uma escada contínua, sem privilégios, sem punições arbitrárias, e sem desperdício de vidas.


A visão espírita sobre a vida em outros planetas

Na Doutrina Espírita, a pluralidade dos mundos habitados é um princípio fundamental. A vida não está restrita à Terra, e o Universo não foi criado apenas para um único mundo.

 “Todos os globos que se movem no espaço são habitados.”
(O Livro dos Espíritos, questão 55)

 



 1. Por que o Espiritismo afirma que há vida em outros mundos?

O Espiritismo se baseia em três pilares:

🔸 a) Justiça e sabedoria divina

Seria ilógico um Universo imenso, com bilhões de estrelas e planetas, existir apenas como ornamento para a Terra.

 b) Lei do progresso

Se a vida existe para o aperfeiçoamento do Espírito, é natural que haja diversos mundos, adequados a diferentes graus evolutivos.

 c) Observação mediúnica e racional

Espíritos superiores afirmam que a Criação é povoada, organizada e progressiva.



 

2. Nem todos os mundos são como a Terra

Segundo o Espiritismo:

  • Existem mundos inferiores, semelhantes e superiores à Terra;

  • Cada planeta possui condições físicas próprias;

  • Os corpos dos habitantes são adaptados ao meio;

  • A vida pode não ser material como a conhecemos.

 “Há mundos mais adiantados e outros menos do que a Terra.”
(O Livro dos Espíritos, q. 56)


 3. Classificação dos mundos habitados

Kardec apresenta uma escala dos mundos, de acordo com o progresso moral e intelectual:

 Mundos primitivos

  • Vida instintiva;

  • Predomínio da força bruta;

  • Espíritos recém-ingressos na experiência material.

 Mundos de provas e expiações (Terra)

  • Predomínio do mal sobre o bem;

  • Sofrimento como aprendizado;

  • Mistura de Espíritos em diferentes graus.

 Mundos de regeneração

  • O mal ainda existe, mas não predomina;

  • A humanidade caminha para o bem;

  • Transição moral coletiva.

 Mundos felizes

  • Predomínio do bem;

  • Pouco sofrimento material;

  • Harmonia social e espiritual.

 Mundos celestes ou divinos

  • Espíritos puros;

  • União com as Leis Divinas;

  • Vida quase inteiramente espiritual.




 4. A Terra está sozinha? Não.

O Espiritismo afirma que:

  • A Terra não é centro do Universo;

  • Não é o mundo mais evoluído;

  • Nem o mais atrasado;

  • Está em processo de transição.

A humanidade terrestre não é a única forma inteligente da Criação.



 

5. Reencarnação em outros planetas

Um princípio central:

  • O Espírito não pertence a um planeta específico;

  • Ele encarna onde houver necessidade e afinidade;

  • Pode reencarnar em mundos diferentes ao longo de sua evolução.

 “O Espírito pode passar de um mundo a outro.”
(O Livro dos Espíritos, q. 172)

 


 

6. Existem “ETs” como vemos em filmes?

O Espiritismo não confirma:

  • Visitas físicas frequentes de naves;

  • Aparições espetaculares;

  • Interferência direta ostensiva.

Mas afirma:

  • Comunicação espiritual entre mundos;

  • Intercâmbio de Espíritos;

  • Missões espirituais em diferentes orbes.

A vida extraterrestre não precisa ser material como a nossa.



 

7. A pluralidade dos mundos e a justiça divina

Sem múltiplos mundos:

  • Muitos Espíritos não teriam onde progredir;

  • A justiça divina seria limitada;

  • A evolução seria injusta.

Com múltiplos mundos:
✔ Cada Espírito encontra o ambiente adequado
✔ O progresso é contínuo
✔ O Universo tem finalidade moral



 

Síntese espírita

  • O Universo é habitado;

  • Existem inúmeros mundos com vida;

  • A vida se manifesta de formas diversas;

  • Os Espíritos evoluem através desses mundos;

  • A Terra é apenas uma escola entre muitas.

 “Deus não criou o Universo vazio; a vida pulsa em toda parte.”


 A criação dos Espíritos por Deus é constante?

Sim.

Segundo a Doutrina Espírita, Deus cria Espíritos incessantemente.

 “Deus cria Espíritos incessantemente.”
(O Livro dos Espíritos, questão 114)

A criação:

  • Não ocorreu apenas no passado;

  • Não está limitada a um momento inicial;

  • Acompanha a expansão do Universo;

  • É contínua como a própria Lei Divina.

Se o Universo é infinito, a criação também o é.




 Por que Deus cria novos Espíritos?

Essa é a questão central. A resposta espírita se apoia em três fundamentos principais.


 1. A finalidade da Criação: progresso e felicidade

Deus cria Espíritos para que:

  • Evoluam;

  • Desenvolvam consciência;

  • Aprendam o bem;

  • Alcancem a felicidade verdadeira.

A criação não é estática, mas educativa.

“A finalidade da encarnação dos Espíritos é fazê-los chegar à perfeição.”
(O Livro dos Espíritos, q. 132)

 


 

2. Deus cria para amar e ser amado conscientemente

No Espiritismo:

  • Deus não cria autômatos;

  • Cria seres livres;

  • Capazes de amar por escolha, não por imposição.

A felicidade plena só existe quando:

  • O amor é consciente;

  • O bem é praticado por compreensão;

  • A harmonia é fruto do esforço próprio.



 

3. A criação contínua garante justiça e igualdade

Se Deus tivesse criado todos os Espíritos de uma vez:

  • Uns estariam adiantados;

  • Outros atrasados;

  • Sem explicação justa.

Com a criação constante:

  • Todos começam simples e ignorantes;

  • Ninguém é privilegiado;

  • As diferenças são fruto do tempo e das escolhas.

 “Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes.”
(O Livro dos Espíritos, q. 115)

 


 

4. O Universo como escola infinita

O Universo, na visão espírita:

  • É um campo de aprendizado;

  • Possui inúmeros mundos;

  • Oferece experiências compatíveis com cada grau evolutivo.

Criar novos Espíritos:
✔ Dá sentido à multiplicidade dos mundos
✔ Justifica a vida em toda parte
✔ Mantém o progresso universal



 

5. Deus precisa dos Espíritos?

Não.

Deus:

  • Não carece de adoradores;

  • Não necessita de servos;

  • Não depende da criação.

Ele cria por bondade e amor, não por necessidade.



 

6. Por que criar novos Espíritos se muitos ainda sofrem?

Porque:

  • O sofrimento não é castigo;

  • É consequência temporária da ignorância;

  • Todo Espírito está destinado à felicidade;

  • O mal é passageiro, o bem é eterno.

A criação não produz sofrimento eterno — produz aprendizado.




 7.Um dia Deus deixará de criar Espíritos?

Segundo a lógica espírita:

  • Não, enquanto houver Universo em expansão;

  • Não, enquanto houver campos de progresso;

  • A criação acompanha a própria eternidade.



 

Síntese final

  • Deus cria Espíritos incessantemente;

  • Todos são criados iguais em origem;

  • A finalidade é o progresso e a felicidade;

  • A criação expressa o amor divino;

  • Nada é inútil, nada é injusto, nada é eterno no sofrimento.

 Criar Espíritos é a forma divina de multiplicar a vida consciente e o amor no Universo.


 

Família, amigos e inimigos na evolução do Espírito

(à luz do Espiritismo e das vidas futuras)



 

1. A lei das afinidades espirituais

Segundo o Espiritismo:

  • Os Espíritos se atraem por afinidade moral e vibratória;

  • Pensamentos, sentimentos e valores criam laços;

  • Antes de reencarnar, Espíritos afins tendem a se reunir.

Assim, muitos:

  • Pais e filhos

  • Irmãos

  • Cônjuges

  • Amigos íntimos

 Já se conheciam de outras existências.

“Os Espíritos se agrupam por simpatias e analogias.”
(O Livro dos Espíritos, q. 303)

 


 

2. A família como escola espiritual

A família não é apenas consanguínea, é espiritual.

Ela pode ser:

  • Afinidade → reencontro de Espíritos amigos

  • Prova → convivência com Espíritos difíceis

  • Missão → auxílio a Espíritos mais necessitados

Convivências difíceis indicam:

  • Débitos do passado;

  • Diferenças morais a serem superadas;

  • Oportunidades de aprendizado pelo amor e pela paciência.



 

3. Amigos: reencontros e fortalecimento

Os amigos verdadeiros:

  • São Espíritos afins;

  • Reencontram-se para apoio mútuo;

  • Ajudam-se no progresso;

  • Compartilham ideais semelhantes.

Esses laços:

  • Podem atravessar várias vidas;

  • Se fortalecem com o bem praticado;

  • Tornam-se cada vez mais puros.



 

4. Inimigos: encontros para reconciliação

Aqui está um dos pontos mais profundos do Espiritismo.

Os chamados “inimigos”:

  • Geralmente são Espíritos ligados por conflitos do passado;

  • Reencarnam juntos para:

    • Reparar erros;

    • Curar feridas morais;

    • Aprender o perdão.

 “O verdadeiro perdão apaga os vestígios do passado.”
(Princípio espírita)

Esses encontros não são punições, mas oportunidades de reconciliação.



 

5. A lei de causa e efeito

Tudo se encaixa pela lei de causa e efeito:

  • Atos do passado geram consequências;

  • Não como castigo, mas como aprendizado;

  • Cada Espírito colhe o que plantou.

O passado:

  • Explica tendências;

  • Afinidades;

  • Antipatias sem causa aparente.




 6. Planejamento reencarnatório

Antes de renascer:

  • O Espírito participa do planejamento de sua encarnação;

  • Escolhe provas e desafios possíveis;

  • Aceita conviver com certos Espíritos;

  • Compromete-se com o próprio progresso.

Nada é imposto arbitrariamente.



 

7. Vidas futuras: continuidade dos laços

Após a morte:

  • Os laços morais permanecem;

  • O amor aproxima;

  • O ódio separa.

Nas vidas futuras:

  • Espíritos reconciliados reencontram-se em harmonia;

  • Espíritos ainda em conflito reencontram-se novamente;

  • Até que o amor supere o orgulho e o egoísmo.



 

8. O esquecimento do passado como bênção

O esquecimento das vidas anteriores:

  • Evita ódio renovado;

  • Permite recomeços;

  • Facilita o perdão;

  • Dá igualdade de oportunidades.

Sem isso, a convivência seria impossível.




 Síntese espiritual

  • A vida atual é um capítulo, não o livro inteiro;

  • Família é escola do Espírito;

  • Amigos são apoio evolutivo;

  • Inimigos são desafios de reconciliação;

  • O futuro depende do que fazemos agora.

 Amar hoje é construir a paz de amanhã — nesta vida e nas futuras.


O Espiritismo nos ensina que a vida não termina com a morte do corpo físico. Para entender essa jornada espiritual de forma completa, leia o guia definitivo sobre a vida do Espírito antes, durante e após a morte.


 Linkar: https://espiritismovidaposvida.blogspot.com/p/espiritismo.html

guia definitivo sobre a vida do Espírito antes, durante e após a morte


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